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1193-10446-1-PB
Metadados
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Revista
Geologia USP. Série Científica
Volume
Número
Ano
Data da Publicação
01-12-2011
Palavras-chave
Brasiliano | Ediacarano | Faixa móvel | Grupo Corumbá | Grupo Cuiabá | Neoproterozoico
Title (English)
The Paraguay fold belt in the Serra da Bodoquena and Miranda River depression Mato Grosso do Sul
Abstract (English)
The Southern Paraguay Belt is a typical fold-and-thrust belt. Its geological evolution began with a continental rifting process, probably at the end of the Cryogenian, evolving into a restricted sea and an extensive marine transgression at the end of the Ediacaran. The final collisional event occurred during the Lower Cambrian, with post-collisional magmatism during the Upper Cambrian. The Corumbá Group is divided into five formations (Cadiueus, Cerradinho, Bocaina, Tamengo and Guaicurus). The Puga Formation is correlated to the Cerradinho and Cadiueus formations. This stratigraphy can be seen even in the most deformed parts located in central-eastern area. In the far west of the area, the Corumbá Group is deposited above an unconformity in the Rio Apa cratonic block. The name Agachi Schists is suggested for the schists located at the easternmost portion of the area. During the Ediacaran period, whereas, in the east part of the area, the Cuiabá Group was affected by deformation, metamorphism and arc-related granites, in the west part of the area, the Tamengo and Guaicurus formations were deposited, probably in a context of foreland basin. Up to three superimposed coaxial folding events are observed associated with greenschist metamorphism and thrust faults, showing a westward tectonic vergence. WSW - ESE convergence vectors indicate that the collision with the Rio Apa block was slightly oblique. Changes in metamorphism and structural style can be explained by the westward migration of the deformational front. The main thrust faults coincide with important basin boundaries, suggesting that the listric faults of the rift stage were reactived by them.
Keywords (English)
Brasiliano | Corumbá Group | Cuiabá Group | Ediacaran | Mobile belt | Neoproterozoic
Páginas
79-96
Título
A faixa de dobramento Paraguai na Serra da Bodoquena e depressão do Rio Miranda Mato Grosso do Sul
Descrição
A Faixa Paraguai meridional evoluiu como um típico fold-and-thrust belt. Sua evolução principia por rifteamento, provavelmente no final do Criogeniano, evoluindo para mar restrito e transgressão marinha extensiva até o final do Ediacarano. O final do processo colisional ocorreu no início do Cambriano, com magmatismo pós-colisional no Cambriano Superior. O Grupo Corumbá é subdividido em cinco formações (Cadiueus, Cerradinho, Bocaina, Tamengo e Guaicurus), estratigrafia esta observada até nas porções mais deformadas no centro-leste da área. A Formação Puga é colocada como correlata às suas formações basais, Cerradinho e Cadiueus. No extremo oeste da área, o Grupo Corumbá está depositado em inconformidade sobre o bloco cratônico Rio Apa. Para os xistos do extremo leste da área, é proposto o nome local Xistos Agachi. Durante o Ediacarano, sincronicamente com a deformação, granitogênese de arco e metamorfismo do Grupo Cuiabá a leste, ter-se-ia a deposição das formações Tamengo e Guaicurus a oeste, provavelmente num contexto de bacia de ante país (foreland). São observadas até três fases de dobramento sobrepostas coaxiais, associadas a metamorfismo de fácies xisto-verde e sistemas de falhas de empurrão, com vergência tectônica para oeste. A convergência colisional em direção ao bloco Rio Apa não foi completamente frontal, existindo algum grau de obliquidade, com vetores de convergência em torno de WNW-ESE. A variação do estilo estrutural e metamórfico pode ser explicada pela migração do front deformacional de leste para oeste. As principais falhas de empurrão coincidem com limites bacinais importantes, sugerindo que estes empurrões reativaram falhas lístricas do estágio rifte.
Autores
Ginaldo Ademar da Cruz Campanha [Universidade de São Paulo; Instituto de Geociências; Departamento de Mineralogia e Geotectônica] | Paulo César Boggiani [Universidade de São Paulo; Instituto de Geociências; Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental] | William Sallun Filho [Secretaria do Meio Ambiente; Instituto Geológico] | Fernanda Rostirola de Sá [Petrobras - Petróleo Brasileiro S.A] | Mariana de Paula Souza Zuquim [Petrobras - Petróleo Brasileiro S.A] | Thiago Piacentini [University of Queensland; School of Earth Sciences]