FOSFATOS E SILICATOS SECUNDÁRIOS DE URÂNIO DE PERUS, SÃO PAULO

DANIEL ATENCIO, RAPHAEL HYPOLITO

Resumo


Fosfates e silicates uraníferos secundários ocorrem como crostas ou cristais placóides, de cor verde a amarela, em fraturas do turmalina granito, localmente pegmatítico, de Perus, região noroeste do Município de São Paulo. Entre os fosfatos, foram verificados, por difratometria de raios X, propriedades ópticas e análises químicas por EDS e via úmida: autunita, meta-autunita, meta-torbernita, chernikovita, meta-uranocircita e furcalita. Chernikovita é um novo nome, utilizado em substituição a "hidrogênio autunita", enquanto meta-uranocircita é descrita pela primeira vez em Perus. Furcalita, referida em trabalhos anteriores como "mineral X de Perus", é aqui representada por uma nova fórmula estrutural, Ca2(UO2)3O2(PO4)2.7H2O. Não foram identificados os minerais torbernita, bassetita e fosfuranilita, apesar de existirem referências na literatura. Entre os silicatos, foram verificados uranofânio-alfa, uranofânio-beta, haiweeíta e weeksita rica em bário, esta última constituindo-se na primeira citação da espécie em Perus e na variedade mais rica em bário já descrita. A ocorrência de meta-haiweeíta carece de confirmação. Opala (tridimita e cristobalita), quartzo secundário, saponita e rodocrosita ocorrem associados aos minerais de urânio.

Palavras-chave


Chernikovita; Meta-uranocircita; Furcalita; Weeksita rica em bário.

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