O manto litosférico continental na região do Cerro de Los Chenques, Argentina: evidências de heterogeneidade e metassomatismo

Norberto Rieck Jr., Rommulo Vieira Conceição, Edinei Koester, Celine Dantas

Resumo


A suíte de xenólitos ultramáficos do Cerro de los Chenques, norte da Patagônia (44°52'19"S/ 70°03'57"W), extremo sul da América do Sul, consiste de amostras do manto litosférico continental. Dados petrográficos, mineralógicos e geoquímicos de rocha total para elementos maiores e menores mostram que os xenólitos, aqui estudados, consistem de espinélio lherzolitos, harzburgitos e websteritos, com paragênese mineralógica primária formada por olivina, enstatita, diopsídio e espinélio. Dados de elementos maiores em minerais mostram que esta paragênese está em equilíbrio, o que pode ser observado pelo Mg# [Mg/(Mg+Fe total)] dos minerais, menor na olivina e maior no diopsídio. Porém, ocorrem instabilidades localizadas com formação de vidro e da paragênese secundária formada por olivina, diopsídio e espinélio. Os xenólitos apresentam ainda dados geoquímicos de rocha total com empobrecimento nos álcalis e nos traços em relação ao manto primitivo, evidenciando o processo de fusão parcial em dois eventos distintos, um relacionado aos peridotitos e outro aos websteritos. Contudo, algumas amostras apresentam também evidências de metassomatismo, denotado pelo re-enriquecimento nos ETR leves em relação aos pesados. Os elementos traço destas amostras mostram um leve enriquecimento dos elementos mais incompatíveis em relação aos mais compatíveis, o que auxilia o entendimento do metassomatismo.

Palavras-chave


manto litosférico;metassomatismo;Patagônia;Argentina

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/z1519-874x2007000100001

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