OCORRÊNCIA, CONTEXTO MINERALÓGICO E QUÍMICA MINERAL DA BRAZILIANITA E SEUS DEPÓSITOS EM MINAS GERAIS

Luiz Antônio Gomes da SILVEIRA, Mario Luiz de Sá Carneiro CHAVES, Klaus KRAMBROCK, Luiz Alberto Dias MENEZES FILHO, Paulo Roberto Gomes BRANDÃO, Ricardo SCHOLZ, Michele Aparecida Flores COSTA

Resumo


A brazilianita é um fosfato gemológico relativamente raro, amarelo a amarelo-esverdeado, descrito em 1945 em amostras coletadas no Pegmatito Córrego Frio (Divino das Laranjeiras, MG), onde vários depósitos similares foram depois reportados. No mesmo Estado, existe ainda outro pegmatito mineralizado, em Itinga. Tais pegmatitos, ora estudados, originam-se de granitogêneses relacionadas ao Orógeno Araçuaí, constituindo em geral corpos tabulares de pequeno porte, além de pouco diferenciados. Análises químicas com microssonda eletrônica no mineral revelaram valores muito homogêneos para os diversos pegmatitos estudados, semelhantes aos da descrição original; Análises sobre feldspatos associados mostraram que os pegmatitos hospedeiros são pobres em B (não turmaliníferos), Cs, Rb e Zr, mas ricos em F. Um deles, o Pegmatito Telírio, apresenta uma anomalia em Li em relação aos demais. A cor amarela do mineral, estudada por EPR e absorção óptica, deve-se a uma banda de absorção no UV próximo, e sua intensidade está relacionada com um centro O1- fixo, do tipo buraco. Diferentes tipos de centros de elétrons são responsáveis pela ampla faixa de estabilidade térmica da cor do mineral; o componente esverdeado é causado por uma extensa banda de absorção na região vermelha do espectro. Nos depósitos estudados, a brazilianita constitui um produto secundário de alteração da montebrasita, em estágio hidrotermal precoce (350-250ºC).

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