CARACTERIZAÇÃO DOS ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS DE BASE MINERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO: SUBSÍDIO À MINERAÇÃO PAULISTA

Marsis CABRAL JUNIOR, Saul Barisnik SUSLICK, Wilson SUZIGAN

Resumo


Buscando efetuar o reconhecimento das principais aglomerações produtivas de base mineral no Estado de São Paulo, este artigo aborda a estruturação da mineração paulista e sua tendência em se concentrar geograficamente. Os procedimentos adotados para identificação estatística, mapeamento e caracterização tipológica dessas aglomerações incorporam conceitos e determinantes aplicados, sobretudo, na Indústria de Transformação (quociente locacional - QL, participação relativa do emprego região/estado e número mínimo de estabelecimentos), sendo ajustados e complementados por parametrização da especialização produtiva específica para a Indústria Mineral. São reconhecidos 30 potenciais arranjos produtivos locais (APLs), com especialização em 10 substâncias minerais, sobressaindo-se os de águas minerais, areia e brita para construção civil, argilas para fins cerâmicos, e rochas carbonáticas. É comum também o encadeamento de indústrias de transformação, sendo mais proeminentes na mineração de agregados, onde se articulam concentrações de empresas de artefatos de concreto, nos mínero-cerâmicos, nos quais a produção de argila abastece as expressivas aglomerações de cerâmica vermelha e de revestimentos, além da indústria de águas minerais. O fato de vários APLs terem peso significativo em seus segmentos econômicos e (ou) nas economias dos seus territórios atesta o papel de destaque que podem desempenhar na implementação de políticas setoriais, bem como no desenvolvimento de suas localidades.

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