Geotermômetro isotópico calcita-grafita aplicado para estimar condições de pico metamórfico em mármores da Província Borborema, nordeste do Brasil

João Adauto SOUZA NETO, Jean Michel LEGRAND, Philippe SONNET

Resumo


Os mármores não possuem uma composição que permita se utilizar geotermômetros minerais comuns. Por outro lado, o fracionamento de isótopos de carbono no sistema carbonato-CO2-grafita- CH4 ocorre tanto em baixa quanto em alta temperatura. Dessa forma, o fracionamento dos isótopos 13C e 12C entre a calcita e a grafita tem se tornado um geotermômetro usual em amplo intervalo de temperaturas. Neste trabalho, os resultados do geotermômetro calcita-grafita são apresentados e tiveram como objetivo a estimativa da temperatura do pico metamórfico da região de Itajubatiba (Província Borborema, nordeste do Brasil). Foram utilizadas curvas de calibração válidas para o intervalo de temperaturas (0-700 °C e 400-680 °C) que inclui aquelas consideradas para o pico do metamorfismo regional (572-627 °C; geotermometria mineral em mica xistos). As temperaturas obtidas (560-656 °C) são coerentes com as do metamorfismo regional. Esta coerência sugere que a calcita e a grafita estão em equilíbrio isotópico, como atesta a íntima relação de contato observada entre estes dois minerais. As razões isotópicas 13C/12C da calcita e grafita revelam ser uma ferramenta apropriada para se estimar as temperaturas do pico metamórfico em mármores, e podem ser aplicadas como geotermômetro em outras áreas

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