Contribuição geomorfológica ao estudo de escarpas da serra do mar

Olga Cruz

Resumo


Autores têm-se referido à definição geomorfológica de escarpa, ou vertente escarpada, sem levar em conta as características topomorfológicas de comprimento, declividade e amplitude topográfica, básicas para o entendimento de sua evolução. No litoral norte do Estado de São Paulo, a serra do Mar, caracterizada por um conjunto de escarpas que marcam a borda oriental dos terrenos pré-cambrianos do Planalto Atlântico, apresenta dois compartimentos distintos. O primeiro, a montante, possui vertentes escarpadas, com segmentos retilíneos alongados e declivosos, entalhados por vales e anfiteatros de fortes amplitudes topográficas. Seu recuo faz-se paralelo, guiado por linhas litotectônicas de fraqueza, ou em alvéolos; processos de alteração e pedogênese produzem materiais levados para jusante por movimentos de massa em prancha ou por coluviação, preferencialmente durante episódios pluviais intensos. Num segundo compartimento, a jusante, nas médias e baixas encostas, as vertentes escarpadas são degradadas ou rebaixadas em diferentes níveis topográficos, que se desenvolvem sobre esporões secundários, rampas erosivas e coluviais, morros residuais e alvéolos, governados pelo traçado estrutural. Mamelonizadas por processos de intemperismo e pedogênese, escoamento pluvial superficial, fluxos internos e freáticos, estas formas sofrem ainda movimentos de massa, principalmente rotacionais; rampas coluviais e taludes de detritos formam por entre os esporões e morros rebaixados. Foram observadas relações estreitas entre os mapeamentos de declividades, cicatrizes de escorregamentos e isopletas. Nas vizinhanças de Caraguatatuba, duas áreas com grande ocorrência de cicatrizes apresentaram isopletas acima de 30, coincidindo com as vertentes de grande comprimento e alta declividade nas zonas de maiores amplitudes topográficas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5935/0100-929X.19900002

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