Nitrato no Aquífero Adamantina: o caso do Município de Monte Azul Paulista, SP

Filipe Montanheiro, Chang Hung Kiang

Resumo


O município de Monte Azul Paulista é abastecido exclusivamente por água subterrânea captada principalmente do Aquífero Adamantina, por meio de uma centena de poços. Nos últimos anos elevadas concentrações de nitrato impossibilitaram a utilização de alguns deles para abastecimento público. No núcleo urbano central construiu-se, estrategicamente, um poço tubular profundo para suprir o déficit de água, o que permitiu testar um modelo hidrogeológico conceitual a partir da interpretação e integração dos resultados hidroquímicos, geofísicos e hidrogeológicos. Esse modelo indicou duas potenciometrias distintas: uma no aquífero raso (da superfície até 40 m) e outra no profundo (80 até 152 m), separadas por uma camada de sedimentos argilosos com 40 m de espessura. As águas subterrâneas estão classificadas em dois tipos predominantes: 62% bicarbonatadas cálcicas (Ca-Na-CO3, Ca-HCO3) e, secundariamente, 38% em cloretadas cálcicas (Cl-Ca-HCO3). A classe do tipo hidroquímico dominante, bicarbonatada cálcica, é compatível com estudos regionais realizados por outros pesquisadores há mais de duas décadas. Por outro lado, as águas classificadas como cloretadas cálcicas relacionam-se àquelas que sofreram intervenção antrópica com presença do contaminante nitrato. Embora o nitrato seja proveniente da superfície, foi possível registrar que ele já se distribui pelo aquífero profundo. Isso também foi comprovado pelo modelamento hidroquímico, que demonstrou a ocorrência de misturas de água poluída e natural em diferentes proporções, com características cloretadas cálcicas. A presença de camadas argilosas interdigitadas diminui a possibilidade de que a contaminação com nitrato esteja fluindo verticalmente para as porções mais profundas. Por outro lado, o excesso de poços e sua má construção podem constituir uma fonte contaminadora potencial.


Palavras-chave


Aquífero Adamantina; Águas subterrâneas; Nitrato; Contaminação; Monte Azul Paulista

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DOI: http://dx.doi.org/10.5935/0100-929X.20160007

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