POST MORTEM MODIFICATIONS (PSEUDOPALEOPATHOLOGIES) IN MIDDLELATE PLEISTOCENE MAMMAL FOSSILS FROM SOUTHERN BRAZIL

RENATO PEREIRA LOPES, JORGE FERIGOLO

Resumo


Aqui são descritas modificações post mortem (pseudopaleopatologias) em 762 fósseis de mamíferos extintos de três assembleias do Pleistoceno médio e tardio (Campanha, Arroio Chuí e plataforma continental) do estado do Rio Grande do Sul, sul do Brasil. Estas assembleias incluem predominantemente herbívoros de grande porte preservados em fácies fluviais, embora a assembleia da plataforma continental consista de restos que foram diversas vezes sujeitos a retrabalhamento por oscilações do nível do mar. Embora alguns padrões de modificação sejam similares entre as assembleias (e.g. fraturas planas pós-fossilização), outros como o grau de abrasão ou intemperismo variam de acordo com o contexto deposicional. A escassez de modificações que possam ser atribuídas a predadores ou carniceiros indica que carnivoria não foi um processo determinante na formação das assembleias. A maioria dos fósseis da Campanha é completa, mas uma proporção relativamente elevada apresenta estágio avançado de intemperismo, enquanto no Arroio Chuí e plataforma são predominantemente não intemperizados. A maioria dos restos da Campanha e Arroio Chuí não são abradidos, mas todos os da plataforma foram sujeitos a abrasão. Poucos fósseis exibem sinais de modificação por organismos como plantas ou insetos. Fósseis da plataforma têm crostas de arenitos praiais, e alguns espécimes da Campanha e Arroio Chuí têm incrustações de carbonato de cálcio ou óxido de ferro. Além da abrasão, a principal diferença entre os fósseis das assembleias continentais e marinha é a coloração escura e maior resistência mecânica nestes últimos. Esta diferença está relacionada a processos geoquímicos pós-deposicionais no ambiente marinho. A composição química de fósseis do Arroio Chuí e plataforma continental foi quantitativamente analisada através de espectrometria dispersiva de raios-X (EDX), e comparada com ossos atuais. Os resultados mostram a presença nos fósseis de diversos elementos não encontrados nos ossos recentes, incorporados por processos diagenéticos controlados por condições específicas de cada ambiente deposicional.

Palavras-chave


Pseudopaleopatologia; Tafonomia; Quaternário; Pleistoceno; Megafauna; Diagênese.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4072/rbp.2015.2.09

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