Ocorrências de zircão hafnífero no sudeste brasileiro

Ronaldo Mello Pereira, Ciro Alexandre Ávila, Reiner Neumann

Resumo


Este trabalho descreve as ocorrências brasileiras de zircão rico em háfnio conhecidas até a presente data, provenientes de pegmatitos das províncias pegmatíticas de São João del Rei e Oriental Brasileira (distrito de Governador Valadares), Estado de Minas Gerais e de granitos alcalinos, pertencentes à Suíte Intrusiva Serra do Mar, representados pelo columbita granito Guaraú e riebeckita álcali-granito Mandira, Estado de São Paulo. Os métodos analíticos utilizados para as análises foram a microssonda eletrônica e o MEV-EDS. Os teores (% em peso) de HfO2 determinados ≥ 10% e as razões atômicas (100. Hf/Hf + Zr) > 10% mol. % HfSiO4, permitem considerar, formalmente, os diversos grãos estudados como zircão hafnífero. Ele ocorre, geralmente, em cristais milimétricos, euédricos, com formas prismáticas bi-terminadas. Cristais com hábitos flabeliforme e bipiramidal estão relacionados, respectivamente, aos pegmatitos Mixiriqueira e Golconda e ao riebeckita álcali-granito Mandira. As suas cores são rosa, avermelhada, castanha e branca leitosa. As partes mais enriquecidas em háfnio estão, geralmente, próximas às bordas dos cristais. Os teores mais elevados (~36%, em peso, de HfO2) foram observados nos zircões dos pegmatitos. O zircão hafnífero dos granitos tem teores máximos de 16% de HfO2 (em peso). A torita é a principal exsolução encontrada no zircão hafnífero derivado dos pegmatitos e dos granitos. Hospedadas nas amostras de zircão hafnífero provenientes dos pegmatitos, ocorrem inclusões minerais de: cassiterita, microlita, niobotantalatos, xenotímio e chernovita. Nos cristais de zircões dos granitos, registram-se inclusões de magnetita, uraninita, monazita, xenotímio e bastnäsita.

Palavras-chave


Zircão hafnífero; Pegmatitos; Granitos alcalinos; Região sudeste; Brasil.

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