Glaciação de montanha em faixas orogenéticas Brasilianas no Cráton do São Francisco? Uma revisão e uma proposta

Guilherme Modesto Gonzaga, Detlef Hans-Gert Walde

Resumo


Depósitos sedimentares neoproterozóicos, em parte glaciogênicos, relacionados a diversas faixas orogenéticas do Brasiliano em torno do Cráton do São Francisco, são aqui descritos e interpretados sob uma nova perspectiva. As ocorrências principais incluem: Faixa Brasília: diamictitos da Formação Samburá, diamictitos da base do Grupo Vazante (Formação. Santo Antonio do Bonito), diamictitos do topo do Grupo Vazante, diamictitos do Domo de Cristalina, diamictitos de Formosa, Padre Bernardo, Nova Roma e Minaçu, em Goiás e diamictitos de Campos Belos, em Tocantins; Faixa Araçuaí: Formação Nova Aurora, porção superior do Grupo Macaúbas, Formação Salinas, em Minas Gerais e Formação Salobro, na Bahia. Faixa Sergipano: diamictitos da Formação Palestina, em Sergipe; Faixa Rio Preto: diamictitos da Formação Canabravinha, na Bahia. Faixa Ribeira: rochas da parte superior da Bacia  Andrelândia, em Minas Gerais. Este trabalho revisa esses depósitos tidos como glaciogênicos e relacionados ao evento glacial São Francisco por alguns, ou considerados não glaciogênicos por outros ou simplesmente não conhecidos ainda. Sugere-se que eles são produtos de uma glaciação de montanha, diretamente relacionada com a evolução tectônica das faixas de dobramento do Brasiliano. Diversas ocorrências de formação ferrífera e/ou fosforito são registradas em associação direta ou indireta a esses depósitos em parte glaciogênicos, atribuídos ao Ediacariano. Esse cenário geológico no Brasil é compatível com exemplos africanos.

Palavras-chave


Glaciação; Brasiliano; Ediacariano; Cráton do São Francisco.

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