Modelagem térmica e geomorfologia da borda sul do Cráton do São Francisco: termocronologia por traços de fissão em apatita

Peter Christian Hackspacher, Daniel Françoso de Godoy, Luiz Felipe Brandini Ribeiro, Júlio César Hadler Neto, Ana Olívia Barufi Franco

Resumo


Os recentes avanços em técnicas de termocronologia por traços de fissão, associada à erosão e a tectônica meso-cenozóica, permitiram modelar a evolução geodinâmica da paisagem na borda sul do Cráton do São Francisco. Para tanto se vincula os efeitos da paleotemperatura registradas pela metodologia por traços de fissão em apatita e da análise de histórias térmicas a interpretações geomorfológicas. Mapas temáticos de isotemperaturas, em diferentes períodos geológicos, permitiram reconhecer uma história policíclica combinando fases de aquecimento e resfriamento crustal. A região caracteriza-se por uma complexa atuação de fenômenos exógenos e endógenos resultando em um relevo diferenciado e diversificado. A paisagem é fortemente condicionada por soerguimento entre o Jurássico e o Cretáceo Inferior, soerguimento com denudação tectônica associado a aquecimento crustal localizado, no Cretáceo Superior e Eoceno, alternando com falhamentos até o Mioceno. Esse cenário é reflexo de reativações de diversas feições estruturais rúpteis que acomodam a deformação na borda sul do cráton. A paisagem reflete denudações de até 3 km com restos preservados de superfícies erosivas nos altos topográficos e depósitos sedimentares cronocorrelatos nas bacias sedimentares da região.

Palavras-chave


Borda sul do Cráton do São Francisco; Modelagem térmica; Geomorfologia; Traços de fissão em apatita.

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