Magmatismo potássico primário produzido por fonte mantélica rica em anfibólio-clinopiroxênio-apatita no Cráton do São Francisco, Brasil, e o papel chave da heterogeneidade mantélica na diversidade do magmatismo alcalino

Jorge Plá Cid Cid, Basílio Elesbão da Cruz Filho, Herbet Conceição, Débora Correia Rios, Maria de Lourdes da S. da S. Rosa, Henrique Matos da Rocha

Resumo


Os meladioritos do Maciço Monzonítico de Gameleira, de natureza shoshonítica, ocorrem como diques e enclaves microgranulares máficos. Os diques constituem corpos com poucos centímetros de espessura que apresentam contatos bem definidos com os monzonitos encaixantes. Associação similar é comum em outros maciços alcalinos paleoproterozóicos do Núcleo Serrinha. A paragênese liquidus é representada por clinopiroxênio, anfibólio, apatita e mica. Cristais de feldspato ocorrem restritos aos interstícios. As rochas máficas apresentam composição com baixos conteúdos em sílica, possuem caráter alcalino bem definido, com conteúdo de Na2O+K2O superior a 3% e assinatura potássica (K2O/Na2O ≈ 2). As altas concentrações em MgO e Cr são compatíveis com líquido de natureza primária e as concentrações de elementos como Al, K, P, Ba e Ni, assim como os conteúdos dos ETR são compatíveis com gênese a partir de fusão de fonte mantélica metassomatizada e enriquecida em anfibólio, clinopiroxênio e apatita. Por outro lado, é adimitida uma fonte rica em clinopiroxênio, flogopita e apatita para a gênese do magmatismo lamprofírico ultrapotássico contemporâneo presente no Maciço Sienítico Morro do Afonso. A identificação de diferentes paragêneses da fonte responsável pela geração de lamprófiros ultrapotássicos e meladioritos potássicos no Núcleo Serrinha constitui uma indicação importante para auxiliar a compreensão da evolução geotectônica desta região.


Palavras-chave


Magmatismo potássico; Núcleo Serrinha; Metassomatismo mantélico.

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