Estilos estruturais e evolução tectônica da porção mineira da bacia proterozóica do São Francisco

Júlio César Carvalho Coelho, Marcelo Augusto Martins-Neto, Marcelo S. Marinho

Resumo


A Bacia do São Francisco foi submetida durante o tempo geológico a eventos tectônicos de diferentes intensidades e direções de transporte. A cada evento tectônico associa-se um conjunto de estruturas característico. O primeiro, iniciado há cerca de 1300-1200 Ma nos domínios da Faixa Brasília e há cerca de 900 Ma nos domínios da Faixa Araçuaí, foi um evento distensivo responsável pela formação de duas bacias do tipo rifte/margem passiva, uma a oeste e outra a leste. A este evento associa-se um conjunto de falhas normais, observadas em sísmica, na base de cada uma dessas bacias. O segundo grande evento foi transpressivo, afeta, sobretudo, a Seqüência Canastra/Paranoá, sendo caracterizado por uma série de falhas transcorrentes de direção NE-SW. O terceiro evento está relacionado à Orogenia Brasiliana, tendo evoluído entre 740 e 530 Ma. Ele foi responsável pela formação de uma bacia do tipo foreland e de dois cinturões de dobramento e cavalgamento. O primeiro a oeste, com dobras e falhas de empurrão com vergência para leste chegando a envolver até o embasamento na borda da bacia e com um domínio thin-skinned. O segundo, a leste, com as dobras e falhas de empurrão com vergência para oeste.

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