Biocronoestratigrafia da Bacia de Pelotas: estado atual e aplicação na geologia do petróleo

Geise de Santana dos Anjos-Zerfass, Paulo Alves de Souza, Farid Chemale Jr.

Resumo


Os estudos bioestratigráficos nas bacias sedimentares brasileiras têm fornecido suporte para a pesquisa exploratória de recursos minerais e energéticos, especialmente na margem continental. Com as descobertas de hidrocarbonetos nas bacias de Santos e Campos, a porção sul da margem continental brasileira tornou-se um importante alvo da exploração. Com isso, o refinamento bioestratigráfico se faz necessário para fins de detecção de hiatos e para o incremento da precisão das correlações laterais na delimitação e na análise espacial de possíveis reservatórios. O estado atual do arcabouço biocronoestratigráfico da Bacia de Pelotas é aqui apresentado, com vistas à sua aplicação na prospecção de reservatórios. Os principais problemas e lacunas no conhecimento acerca do tema são também discutidos. Em termos de bioestratigrafia, a bacia permanece pouco avaliada, apesar de que as pesquisas tenham começado em meados da década de 1960. A comparação entre propostas de biozoneamento para o Terciário da bacia permite inferir uma série de hiatos, de natureza até o momento desconhecida, identificados pela ausência de biozonas. Dois hiatos identificados a partir da curva de 87Sr/86Sr elaborada para uma sondagem offshore, parecem estar relacionados com descontinuidades na deposição. As diferenças observadas entre os zoneamentos podem ser atribuídas aos diferentes critérios e níveis de resolução dos grupos taxonômicos utilizados, bem como aos diferentes intervalos amostrais empregados, o que afeta a resolução bioestratigráfica e, conseqüentemente, o potencial como ferramenta correlativa.

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