Qualidade das águas do aquífero Barreiras no setor sul de Natal e norte de Parnamirim, Rio Grande do Norte, Brasil

Paula Stein, José Braz Diniz Filho, Leandson Roberto Fernandes de Lucena, Natalina Maria Tinoco Cabral

Resumo


A cidade de Natal é abastecida em grande parte por águas do aquífero Barreiras e apesar da importância que tem as águas subterrâneas, a sua qualidade vem sendo comprometida pela ausência de sistema de esgotamento sanitário e seu tratamento adequado, que possibilite o descarte no solo. O presente estudo consiste na caracterização hidroquímica de um setor do aquífero Barreiras na região sul de Natal e norte de Parnamirim, mediante a amostragem de águas subterrâneas para análise físico-química em seis poços tubulares localizados no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno e entorno. No setor investigado, as águas subterrâneas tendem a serem cloretadas sódicas com baixa salinidade (condutividade elétrica média de 71,7 µS/cm). Os estudos apontam que as águas do aquífero Barreiras no trecho avaliado são passiveis de consumo sem prejuízo para a saúde humana de acordo com os padrões de potabilidade vigentes no Brasil. Apesar desse cenário favorável, foi evidenciado um poço (P5) localizado em área residencial em processo inicial de alteração da qualidade natural do aquífero pela contaminação de águas subterrâneas por efluentes domésticos. O referido poço apresenta valores elevados para alguns parâmetros (condutividade elétrica, sódio, nitrato e sulfato) quando comparados aos demais resultados analíticos obtidos no estudo. Ainda que se trate de um caso pontual e que os teores verificados não ultrapassem os limites de potabilidade, merece destaque para que sejam tomadas medidas de proteção das águas do aquífero Barreiras no trecho avaliado. A importância da área estudada do ponto de vista da qualidade das águas é extremamente relevante, uma vez que apresenta um dos poucos remanescentes florestais preservados na região, podendo ser considerada como um dos setores estratégicos para futura extração e atendimento da demanda urbana com água subterrânea.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z0375-75362012000500018

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