Balanço térmico aplicado à recarga artificial dos aquíferos da região de Caldas Novas, estado de Goiás

José Eloi Guimarães Campos, Leonardo de Almeida

Resumo


O desenvolvimento de projetos de recarga artificial de aquíferos traz duas preocupações centrais: risco de contaminação das águas e, no caso de sistemas termais, risco de seu resfriamento. O presente trabalho traz uma análise do risco de diminuição da temperatura dos aquíferos termais da região de Caldas Novas, estado de Goiás, a partir de uma perspectiva semiquantitativa. Os reservatórios subterrâneos da região são classificados como sistemas aquíferos fraturados artesianos termais. Três deles são individualizados: Intergranular, Paranoá e Araxá. As reservas permanentes dos Sistemas Aquíferos Paranoá e Araxá foram estimadas em 1,8 x 108 m3 e 4,5 x 107 m3, respectivamente, e as renováveis em 2,25 x 106 m3/ano, para o Araxá, e 9,0 x 106 m3/ano, para o Paranoá. Estes volumes foram comparados a diferentes cenários de água de recarga artificial, sendo que, de forma global, não há risco de diminuição da temperatura das águas, pois os volumes de recarga são insignificantes com relação ao reservatório. Entretanto, poderá haver perda de calor nas adjacências dos poços utilizados para a injeção, pois a mistura das águas não é instantânea e a água injetada em cada poço afeta um volume restrito do aquífero. Também foi proposta a delimitação da bacia hidrogeológica associada ao controle do hidrotermalismo da região central de Caldas Novas. O conjunto de informações disponíveis mostra que, do ponto de vista da temperatura, a recarga artificial dos aquíferos termais é viável.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z0375-75362012000500016

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