Compartimentação hidroestrutural e aptidões químicas do Sistema Aquífero Serra Geral no estado do Paraná

Gustavo Barbosa Athayde, Camila de Vasconcelos Müller Athayde, Ernani Francisco da Rosa Filho

Resumo


A comprovada capacidade de abastecimento do Sistema Aquífero Serra Geral no estado do Paraná, associada à qualidade química das águas, demonstram a importância estratégica deste aquífero. Este trabalho caracterizou o Sistema Aquífero Serra Geral no Estado do Paraná mediante aspectos hidroestruturais e hidroquímicos regionais (aptidão in natura para consumo e irrigação). A análise das curvas potenciométricas permitiu identificar a coincidência geográfica, em escala regional, entre os divisores de água superficiais e subterrâneos. Considerando toda extensão do aquífero no estado do Paraná, o fluxo subterrâneo regional dá-se de leste para oeste, sentido às áreas de descarga situadas nas regiões oeste e noroeste, junto aos rios Paraná (principal área de descarga regional) e Paranapanema, respectivamente. A média geométrica dos valores de vazão para 337 poços tubulares é igual a 21,5 m3.h-1. Duas Províncias Hidroestruturais foram propostas a partir do zoneamento quantitativo das vazões e capacidade específica. Poços mais produtivos localizam-se a noroeste do Lineamento Jacutinga e os menos produtivos a sudeste. Quatro 'Compartimentos Hidroestruturais' foram delimitados a partir do detalhamento das duas Províncias Hidroestruturais. Do total de 337 amostras de água analisadas, predominaram águas do tipo bicarbonatada cálcica (198 amostras); secundariamente águas bicarbonatadas sódicas (50 amostras); seguidas por águas bicarbonatadas cálcio-magnesianas (25 amostras), carbonatadas sódicas (23 amostras), bicarbonatada cálcio-sódica (19 amostras), bicarbonatadas sódio-cálcicas (13 amostras). Em menor quantidade ocorrem os seguintes tipos hidroquímicos: bicarbonatada sulfatada-sódica; bicarbonatada-carbonatada sódica; sulfatada sódica; bicarbonatada magnésio-cálcica; bicarbonatada nitrato-sódica e nitratada cálcio-sódica. O entendimento de aspectos estruturais e hidrogeológicos reduzem significativamente o risco exploratório.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z0375-75362012000500014

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