Controle tectônico sobre a drenagem desenvolvida na vertente oriental dos Andes centrais de Argentina

Graciela Mabel Suvires, Ricardo Mon, Adolfo Antonio Gutiérrez

Resumo


A evolução do padrão de drenagem dos Andes orientais tem provado ser um indicador valioso dos fenômenos tectônicos que ocorreram entre o início do Mioceno e Quaternário Tardio. Um segmento de 1.000 km de extensão da Cordilheira dos Andes central, entre 27o e 34oS é considerado. Este segmento tem sido identificado como uma área de atividade sísmica e tectônica intensa no Quaternário. O palco para essas manifestações neotectônicas é encontrado a leste do arco magmático da Cordilheira Principal e Cordilheira Frontal nos territórios ocidentais das províncias de La Rioja, San Juan e Mendoza (Argentina). As características mais significativas da topografia desta região são as cadeias de montanhas elevadas que formam a Cordilheira Frontal e Principal, que alcançam altitudes que excedem 6.000 m. Nos últimos 20 Ma, a deformação avançadas do oeste ao leste e as serras começaram a subir. Estas montanhas consistem em pliegues e blocos da falha que obstruído e desviado os rios que fluíam para o oriente. Devido a esse fenômeno uma acentuada concentração da drenagem foi produzida em uma diminuição do número de rios. Este processo culminou com a concentração total da drenagem superficial em um coletor tronco único e grande, o rio Colorado, que desagua no Oceano Atlântico. Atualmente, a deformação é ainda ativa na faixa oriental do vale Bermejo-Desaguadero caracterizada por sismicidade alta e movimento como testado por meio de medições geodésicas. As idades dos controles morfotectônicos decréscimo do norte ao sul e de oeste a leste.

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