Fluxo de sedimentos em suspensão nos rios da Amazônia

Naziano Filizola, Jean Loup Guyot

Resumo


A Bacia Amazônica se estende por mais de 6 10(6) km², e aporta ao Oceano Atlântico um volume d'água da ordem de 6.600 10(9) m³ .ano-1. Cerca de 50% da bacia corresponde aos terrenos pré-cambrianos dos escudos (Guianas e do Brasil Central), 12% à cadeia andina e o restante corresponde à planície fluvial amazônica. Resultado da erosão dos Andes os sedimentos são transportados até o Oceano Atlântico através dos rios, principalmente. Estudos relativos a este tipo de estudo na Bacia Amazônica são raros, muitos dos quais concentrados na porção central da planície de inundação. Assim, o presente artigo apresenta resultados obtidos a partir de dados de campo, fruto de coletas realizadas em algumas estações de referência nos principais rios da bacia, bem como dados coletados em campanhas de campo realizadas em todo o contexto da região. A distribuição da Matéria Em Suspensão (MES) é descrita sob diferentes abordagens e condições hidrológicas em contraste com estudos anteriores que indicam diferentes valores de fluxo de MES. O regime hidrossedimentométrico dos principais tributários do Rio Amazonas é analisado de maneira cruzada, a partir de diferentes bases de dados disponíveis: campanhas de campo, estações de referência e redes nacionais de coleta de dados hidrometeorológicos. Esses diferentes tipos de abordagem vêm de fontes distintas, tanto de amostragem como de processamento das amostras, e também dos dados (Cálculos de fluxo). Os fluxos de sedimentos em suspensão advindos através dos rios oriundos dos escudos pré-cambrianos que compõem parte da morfoestrutura da Bacia Amazônica, até então pouco conhecidos, são apresentados. Por fim, o fluxo total de material em suspensão exportado pelo Amazonas é aqui estimado, a partir dessas bases, entre 600 e 800 10(6) t.ano-1.

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