Ocorrência de Ironstones no Devoniano da Bacia do Paraná

Leonardo Costa de Oliveira, Egberto Pereira

Resumo


A origem de ironstones oolíticos, preservados no registro sedimentar, tem sido assunto de muitos debates nas últimas décadas. Tais depósitos formam importantes unidades no registro paleozoico e a determinação de seu significado sedimentológico e estratigráfico é fundamental na interpretação do contexto deposicional dessas sucessões sedimentares. Os ironstones oolíticos da Formação Ponta Grossa estão intimamente associados aos limites de sequência e subsequentes superfícies transgressivas. Essas unidades foram descritas a partir da análise de um furo de sondagem localizado no noroeste da Bacia do Paraná. Esses ooides teriam sido depositados sob baixa taxa de sedimentação em condições marinha rasas, intercalados a eventos transgressivos episódicos, os quais retrabalhariam esses sedimentos. A descrição da evolução diagenética destes ooides de ferro foi feita através de estudos petrográficos e análises de difratometria de raios-X e de microscopia eletrônica de varredura (MEV). Tais análises indicam que a mineralogia dos ooides foi gerada durante a eodiagênese. Os ironstones são constituídos, principalmente, por ooides e cutículas de bertierina, cimento de siderita preenchendo os poros e por calcita ferrosa tardia. O intervalo oolítico estudado apresenta-se no furo de sondagem com laminação ondulada truncada. Esse aspecto faciológico reforça a ideia de que as condições necessárias para o desenvolvimento dos depósitos de ironstones oolíticos foi o intenso retrabalhamento sedimentar, unido às baixas taxas de acumulação.

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