Estratigrafia dos depósitos iniciais do rifte no Campo de Furado, região de São Miguel dos Campos, Bacia de Sergipe-Alagoas

Cláudio Borba, Paulo Sérgio Gomes Paim, Antonio Garcia

Resumo


Resumo Baseado em perfis eletrorradioativos, testemunhos, amostras de calha e sísmica 3D este trabalho apresenta o arcabouço estratigráfico de média resolução das formações Feliz Deserto, Barra de Itiúba e Penedo dirigido ao zoneamento de reservatórios no Campo de Furado (Bacia de Sergipe-Alagoas). Também discute a influência da tectônica na sedimentação ao início do estágio rifte da bacia. A Seqüência J20-K5 (formações Candeeiro, Bananeiras e Serraria - andares Dom João/Rio da Serra), lacustre rasa e fluvial, passa concordantemente para a Seqüência K10-K20 (Formação Feliz Deserto, Andar Rio da Serra), compondo uma única seqüência de 2ª ordem. A Seqüência K10-K20, formada por depósitos de lago raso, registra um gradual aumento do tectonismo, com estratos passando de paralelos para divergentes. A discordância angular Pré-Aratu separa as seqüências K10-K20 e K34-K36 e marca um importante evento regional de soerguimento. Um novo pulso de subsidência, agora mais acelerada, resultou na deposição da Seqüência K34-K36. Em sua porção inferior (andares Aratu a Buracica - Formação Barra de Itiúba) possui depósitos lacustres e deltaicos que registram grandes oscilações batimétricas. As seqüências de 3ª ordem superiores retratam o preenchimento da bacia por depósitos fluviais, a última correspondendo à Formação Penedo (Eo-Jiquiá). No Andar Alagoas, um grande número de falhas pós-deposicionais de grande rejeito seccionou todo o conjunto. Contudo, existem evidências de uma discreta atuação de falhas desde o Andar Rio da Serra, formando depocentros e altos localizados, ligadas a dobras de crescimento relacionadas à iniciação e propagação de falhas em profundidade, feições essas típicas dos estágios iniciais do rifteamento.

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