Litoquímica e química mineral da Formação Quarenta Ilhas no Distrito Mineiro de Pitinga (AM)

Ronaldo Pierosan, Evandro Fernandes de Lima, Cristina P. de Campos, Artur Cezar Bastos Neto, Lauro Valentin Stoll Nardi, José Maximino Tadeu Miras Ferron, Mauricio Prado

Resumo


A Formação Quarenta Ilhas consiste de rochas subvulcânicas básicas a intermediárias, de afinidade toleítica e idade em torno de 1,78Ga. A mineralogia magmática é constituída por olivina, substituída pseudomorficamente por ferro-saponita, plagioclásio variando de labradorita a oligoclásio (An65Ab35 a An20Ab80), óxidos de Fe-Ti (Ilm87-95 e Usp22-37), diopsídio a augita (Wo44-35En44-21Fs38-16), com ferro-hornblenda (textura coronítica), feldspato alcalino e quartzo nos termos mais diferenciados. Dados petrográficos e litoquímicos apontam para uma evolução por cristalização fracionada de diabásio/gabro até quartzo dioritos, compatível com fracionamento de olivina+ilmenita, magnetita+plagioclásio+augita, e cristalização de ferro-hornblenda, feldspato alcalino e quartzo em estágios tardios. A afinidade com magmas subalcalinos toleíticos é indicada pelos padrões de elementos maiores, proporções de minerais normativos (olivina+hiperstênio e quartzo+hiperstênio) e pelas elevadas razões Y/Nb e La/Yb. Os elevados conteúdos de Cs, Rb, Ba e K, e baixos de Nb, Ta e Zr indicam participação de manto litosférico enriquecido em LILE e previamente modificado por subducção. O padrão de ETR é marcado por enriquecimento de ETRL em relação aos ETRP, o que sugere uma fonte com composição compatível com um granada lherzolito. O posicionamento dos corpos subvulcânicos da Formação Quarenta Ilhas, num ambiente francamente intracratônico, foi precedido pelas atividades orogenéticas relacionadas ao Ciclo Transamazônico (~2,0Ga), pelo magmatismo pós-colisional Uatumã (~1,88Ga) e pelo magmatismo anorogênico da Suíte Madeira (~1,83Ga), num ambiente francamente intracratônico

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