Gênese e evolução do saprólito no planalto de Campos do Jordão: implicações na evolução do relevo

May Christine Modenesi-Gauttieri, Maria Cristina Motta de Toledo, Lélia Cristina da Rocha Soares, Fabio Taioli, Hélio Shimada

Resumo


Resultados de análises geoquímicas, mineralógicas e micromorfológicas de seis perfis completos do saprólito, amostrados por sondagem nos níveis escalonados do planalto de Campos do Jordão, permitiram identificar (1) tendências de intemperismo normais para clima tropical a subtropical e (2) diferenças entre a evolução observada nos materiais superficiais (<1 m) e nos materiais de sondagem. Condições iniciais de gibbsitização direta, registradas na parte superior do saprólito e preservadas no topo dos morros acima de 1800 m, foram seguidas por condições de laterização menos agressivas, registradas nos materiais dos testemunhos, de intemperismo mais recente, por processos de monossialitização. Portanto, durante todo o processo de evolução do manto teria havido permanência da mesma tendência geral laterítica, com duas fases de diferente intensidade, alitização e monossialitização, resultantes de ajuste às modificações ambientais que acompanharam a elevação gradual do planalto. A tendência à podzolização observada nos solos das áreas mais elevadas provavelmente reflete as condições ambientais criadas pelo soerguimento a altitudes em torno de 2000 m. Os grandes traços da evolução do relevo e formação do manto de intemperismo do planalto de Campos do Jordão parecem acompanhar, de modo geral, as fases tectônicas reconhecidas no segmento central do rifte do Paraíba do Sul.

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