Diagênese de arenitos da Formação Tatuí no estado de São Paulo

Nara Lúcia Barbosa-Gimenez, Maria Rita Caetano-Chang

Resumo


A análise petrológica de arenitos da Formação Tatuí, por meio de métodos de microscopia óptica e catodoluminescência, permitiu o entendimento da evolução diagenética a que foram submetidos esses depósitos. Neste estudo, foram utilizadas amostras de testemunhos de sondagem de poços perfurados no estado de São Paulo, além de algumas coletadas em afloramentos. A história diagenética dos arenitos da unidade desenvolveu-se nos regimes eodiagenético e mesodiagenético; os arenitos próximos à superfície foram submetidos também ao regime telodiagenético. O regime eodiagenético foi marcado por substituição de bioclastos (carapaças calcárias de bivalves), dissolução de minerais instáveis e precipitação de cimentos de calcita microcristalina, pirita, feldspato potássico e óxidos de ferro. Durante a mesodiagênese, o soterramento e a compactação mecânica tornaram-se mais efetivos, desencadeando várias fases diagenéticas, representadas por crescimento secundário de quartzo e plagioclásios, cimentação por calcita poiquilotópica e em mosaicos, cimentação por dolomita (pura, ferrosa e anquerita), dissolução de calcita e feldspato, precipitação de caulinita e calcita tardia, albitização de feldspatos, precipitação de zeólitas, cimentação por anidrita,anatásio e sílica. Os arenitos submetidos ao ambiente telodiagenético apresentam quantidades razoáveis de cimento ferruginoso e caulinita, feições de dissolução em feldspatos e ausência de cimento carbonático.

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