O Complexo Juiz de Fora na região de Três Rios (RJ): litogeoquímica, geocronologia U-Pb (LA-ICPMS) e geoquímica isotópica de Nd e Sr

Jefferson Lima Fernandes André, Claudia Sayão Valladares, Beatriz Paschoal Duarte

Resumo


O Complexo Juiz de Fora na região de Três Rios (RJ) é constituído por uma ampla variedade composicional, tendo protólitos de composição granítica a rochas de composição básica. Com base em estudos litogeoquímicos, pode-se subdividir essa unidade em quatro conjuntos: (i) calcioalcalino de alto-K, (ii) calcioalcalino de médio-K, (iii) toleítico e (iv) alcalino. Pela análise geocronológica (LA-ICPMS, U-Pb em zircão), foram obtidas: idades paleoproterozóicas para a cristalização de um ortognaisse félsico do conjunto calcioalcalino de médio-K, interpretada como idade de cristalização do protólito ígneo; e idades neoproterozóicas (615,9 ± 6.4 Ma e 589,1 ± 5 Ma) em um ortogranulito máfico do conjunto toleítico, interpretadas como sendo idades de metamorfismo. A idade modelo de Nd (2,37 Ga), associada aos dados de geocronológicos U-Pb e litogeoquímicos, baliza a hipótese do conjunto calcioalcalino de médio-K representar rochas de um arco magmático juvenil. A análise isotópica de Nd e Sr, em conjunto com a litogeoquímica, sugere que a série toleítica do Complexo Juiz de Fora da região estudada foi gerada em ambiente de fundo oceânico a partir de uma fonte depletada com alguma contribuição de uma fonte enriquecida.

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