Geologia e geoquímica da soleira de Reserva, estado do Paraná

Eliane Petersohn, Eleonora Maria Gouvea

Resumo


Estudos realizados na soleira de Reserva, um dos mais expressivos corpos básicos intrusivos do Estado do Paraná, permitem fornecer uma visão geral do seu arcabouço geológico e geoquímico, voltada para a elaboração de modelos de evolução magmática e a relação com suas rochas encaixantes. A soleira é formada por basalto, microgabro e gabro, marcados por forte variação textural decorrente do mecanismo de diferenciação magmática. Outras feições de campo incluem metamorfismo e auréolas de contato e zonas de rápido resfriamento. As rochas são formadas por labradorita, augita, magnetita, ilmenite e quartzo, tendo como acessórios titanita, apatita e pirita. As rochas encaixantes, classificadas como argilitos, siltitos e arenitos, compõemse predominantemente por quartzo (60 a 75%), além de feldspato, epidoto, biotita, muscovita, argilominerais e minerais opacos. Análises por difratometria de raios X nestas rochas revelam quartzo como fase principal, além de albita, sanidina e argilominerais (vermiculita, ilita e muscovita). Dados geoquímicos de elementos maiores e traços permitem classificar as rochas da soleira de Reserva como basaltos andesíticos, lati-andesitos e andesitos, além de basaltos toleíticos, lati-basaltos e um quartzo-latito. Estas rochas apresentam elevadas concentrações de TiO2 (>;2%) e são classificadas como sendo dos tipos Pitanga e Paranapanema. Diagramas de variação apontam a cristalização fracionada como importante mecanismo na evolução e gênese destas rochas. Modelos de distribuição considerando ID, #mg, Ca/(Ca+Na) e álcalis definem a presença de uma faixa menos diferenciada na porção leste do corpo, sugerindo que a evolução magmática se processou de leste para oeste.

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