Icnotaxonomia, morfologia funcional e contexto paleoambiental de pegadas de Mesosauridae do Permiano do Brasil

Rafael Costa da Silva, Fernando Antonio Sedor, Antonio Carlos Sequeira Fernandes

Resumo


Pegadas subaquáticas de vertebrados são relativamente comuns no registro fossilífero, mas há poucos estudos sobre o tema devido à dificuldade na classificação e interpretação. No Brasil, pegadas subaquáticas foram registradas na Formação Irati (Permiano Inferior, Bacia do Paraná). De acordo com características morfológicas e interpretação morfofuncional, os icnofósseis foram designados como um novo táxon, Mesosaurichnium natans igen. nov. et isp. nov., e atribuídos aos répteis basais da família Mesosauridae. Com base na faciologia, os icnofósseis foram produzidos na área de transição entre as zonas de supramaré e intermaré e não corresponderiam à superfície original, pois essa encontrava-se coberta por uma fina camada de fragmentos de carapaças de crustáceos na ocasião da formação das pegadas. Os mesossaurídeos teriam produzido essas pegadas durante a natação próxima ao fundo, tendo a cauda como principal órgão propulsor. Eles seriam capazes de utilizar a cauda como o principal órgão de propulsão para natação rápida sob propulsão ondulatória, mas com o pé em forma de nadadeira atuando como um importante propulsor acessório durante a propulsão oscilatória, conferindo maior capacidade de manobra durante a natação lenta.

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