Trajetória P-T e condições do metamorfismo usadas como ferramenta para compartimentação tectônica da Faixa Brasília em Goiás

Guillermo Rafael Beltran Navarro, Renato Moraes, Antenor Zanardo, Luiz Sérgio Amarante Simões, Fabiano Tomazini da Conceição

Resumo


As associações minerais observadas em metapelitos do Grupo Araxá, em Goiás, relacionadas ao ápice metamórfico, são típicas da fácies anfibolito médio a superior e são correlacionadas a estágio anterior ou inicial da principal fase deformacional de caráter dúctil (Dn) observada na região. O ápice metamórfico é marcado pela associação quartzo, biotita, granada, plagioclásio, cianita ± estaurolita; a qual produz sillimanita durante a descompressão. Retrometamorfismo intenso é observado em várias amostras com substituição de granada por clorita e crescimento tardio de grãos com disposição aleatória de muscovita. Cálculos termobarométricos indicam que o pico metamórfico ocorreu a 610 ºC e 9,5 kbar. A trajetória P-T, inferida com base nos dados texturais e termobarométricos é horária, compatível com um ambiente colisional e semelhante às trajetórias observadas em outras áreas da Faixa Brasília.

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