Padrão de fraturas da região da Serra dos Órgãos (RJ) e sua relação com a tectônica mesozóico-cenozóica do sudeste do Brasil

Marcos Eduardo Hartwig, Claudio Riccomini

Resumo


A Serra dos Órgãos, nome local dado a Serra do Mar entre as cidades de Petrópolis e Teresópolis, Estado do Rio de Janeiro, é uma das feições fisiográficas mais notáveis do sudeste brasileiro. Com elevações superiores a 2.200 m acima do nível do mar, esta feição, acompanha as estruturas do embasamento pré-cambriano, constituído de rochas metamórficas intrudidas por várias gerações de rochas granitóides, incluídas no Terreno Oriental do setor central da Faixa Ribeira. Após um longo período de quiescência tectônica, a atual região costeira do sul-sudeste brasileiro foi palco de importante processo de reativação tectônica, manifestado a partir do Jurássico, que culminou com a abertura do Oceano Atlântico Sul. A análise do padrão de fraturas da Serra dos Órgãos, na porção correspondente ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), indicou provável vigência de cinco fases tectônicas de deformação, desde o Neoproterozóico-Cambriano até o Recente, que em parte apresentam relações com deformações anteriormente identificadas na região sudeste do Brasil: (1) transcorrência sinistral de direção E-W e idade neoproterozóica-cambriana; (2) transcorrência sinistral de direção E-W e idade eocretácea; (3) transcorrência sinistral de idade neocretácea-paleocena; (4) distensão de direção NW-SE, de idade eocena; e (5) compressão E-W, de idade holocena.

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