Determinação da orientação preferencial de forma (opf) de silicatos em rochas graníticas: Granito Campina Grande (PB)

Sérgio Wilians de Oliveira Rodrigues, Carlos José Archanjo, Patrick Launeau

Resumo


A utilização de imagens brutas e tratadas digitalmente de afloramentos de rochas graníticas na obtenção da OPF (orientação preferencial de forma) de silicatos foi avaliada utilizando-se os métodos do tensor de inércia, interceptos e Rf/φ (técnicas de Shimamoto & Ikeda 1976 e Peach & Lisle 1979). Os resultados obtidos também são comparados com OPFs obtidas por análise de anisotropia de suscetibilidade magnética (ASM). O estudo foi realizado no Granito de Campina Grande, localizado na Zona Transversal da Província Borborema. Os resultados obtidos com a utilização de imagens (métodos do tensor de inércia, interceptos e Rf/φ) apresentam OPFs com geometria e parâmetros de forma bem semelhantes entre si, mas com grau de anisotropia diferentes. As OPFs obtidas por ASM apresentam, em alguns casos, fortes discordâncias com os resultados obtidos pela análises de imagens, o que indica uma provável modificação da trama magnética no plúton estudado. As orientações e formas das OPFs obtidas são consistentes com a estrutura semi-concêntrica do Granito Campina Grande observada em campo. A caracterização nas bordas dos granitos de tramas plano-lineares com grau de anisotropia relativamente mais alto do que no centro, configura um domínio típico observado em zonas de acomodação de plútons em zonas profundas em regime dúctil.

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