Visão geológica dos monumentos da cidade de São Paulo

Eliane Aparecida Del Lama, Lauro Kazumi Dehira, Aranda Calió dos Reys

Resumo


Este trabalho trata de análise do estado de conservação de monumentos históricos pétreos da cidade de São Paulo. Foram analisados 20 monumentos: A Menina e o Bezerro, Amor Materno, Depois do Banho, Fonte Monumental, Anhanguera, Aretuza, Camões, Cervantes, Fauno, Mãe, Nostalgia, O Ceifador, Monumento às Bandeiras, Duque de Caxias, Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, Monumento a Ramos de Azevedo, Obelisco, Amizade Sírio-Libanesa, Monumento a Carlos Gomes, e Obelisco da Memória. Os monumentos foram estudados do ponto de vista de caracterização dos constituintes materiais, a sua procedência e análise do seu estado de alteração. Para isso foi realizada pesquisa histórica, observações de campo e técnicas analíticas laboratoriais (difratometria de raios X, microscopia eletrônica de varredura com espectroscopia de energia dispersiva de raios X acoplado e microscopia petrográfica). A grande parte desses monumentos é constituída por mármore ou granito, principalmente o Granito Itaquera e o Granito Cinza Mauá. Os monumentos constituídos pelo Granito Cinza Mauá estão menos degradados. Todos os monumentos, por se situarem em ambientes externos, são afetados por processos intempéricos, com contribuição de micro-organismos e poluição. Foram identificadas as seguintes formas de intemperismo: depósito superficial, incrustação, alteração cromática, manchas, alveolização, colonização biológica, vegetação, eflorescência, concreção, escamação, lascagem, formação de plaqueta, ocorrência de fraturas e fissuras. Além do intemperismo, o que mais degrada os monumentos da cidade de São Paulo é o vandalismo, principalmente as pichações, prejudicando a preservação da nossa herança cultural.

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