Caracterização geoquímica e isotópica do batólito Serra do Catu e sua evolução da interface dos domínios Sergipano e Pernambuco-Alagoas, Província Borborema

Maria de Fátima Lyra de Brito, Adejardo Francisco da Silva Filho, Ignez de Pinho Guimarães

Resumo


O Batólito Serra do Catu está localizado na interface do Domínio Pernambuco-Alagoas com o Domínio/Cinturão Sergipano. O Domínio Pernambuco-Alagoas possui rochas com idades modelo T DM variando de 2,4Ga a 0,90Ga enquanto o Domínio/Cinturão Sergipano mostra registros de uma orogenia de ~1,0 Ga (Domínio Marancó-Poço Redondo) e da orogênese Brasiliana (Domínio Canindé). O Batólito Serra do Catu é Neoproterozóico, tardi a pós-tectônico e está encaixado em uma zona de cisalhamento transpressiva sinistral, em estrutura pull-apart transtracional (de raiz profunda). Compreende três fácies félsicas contemporâneas: quartzo monzonito a monzogranito, distribuída descontinuamente na periferia da intrusão (a mais antiga); (quartzo) álcali-feldspato sienito cinza, ocupando a porção central do batólito, e quartzo sienito a quartzo alcalifeldspato sienito róseo (mais jovem), disposta entre as duas fácies anteriores. Os litotipos pertencem as séries shoshonítica e ultrapotássica, mostram elevados teores de LILE (Rb, Ba e Sr), baixos de HFSE (Nb, Zr, Y), marcantes anomalias negativas de Nb, Ta, P e Ti e assinatura geoquímica relacionada a subducção, em ambiente de arco continental. Os dados isotópicos indicam valores εNd (0,6Ma.) de -3,8 a - 5,45 e idades modelo T DM variando de 1,4 a 1,6 Ga. Considerando os dados geológicos e isotópicos propõe-se que o protólito dos sienitóides do Batólito envolveu manto litosférico enriquecido e ortorochas do Domínio Sergipano. Os dados geológicos sugerem que a atividade da zona de cisalhamento possivelmente está relacionada à fusão parcial, por descompressão, do manto litosférico enriquecido, gerando os magmas e as assinaturas isotópicas observadas. .

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