Hidrogeoquímica e índice de saturação dos minerais no sistema aqüífero do Alto Cristalino de Salvador, Bahia

Sérgio Augusto de Morais Nascimento, Johildo Salomão Figueiredo Barbosa, Manoel Jerônimo Moreira Cruz, Cristiane Maciel de Lima

Resumo


O alto cristalino de Salvador-Bahia tem no seu subsolo rochas cristalinas metamorfizadas e fraturadas, cobertas por um espesso manto regolítico e pela Formação Barreiras, constituindo um aqüífero confinado, heterogêneo e anisotrópico, misto e interdependente, do tipo fissural e intergranular. As águas subterrâneas das coberturas são normalmente cloretadas sódicas enquanto que as mais profundas situadas no embasamento cristalino fissural são bicarbonatada sódica e cálcicas-magnesianas. Todas são águas doces com baixo conteúdo salino, predominando o sódio e o cloreto, devido a influência dos aerossóis marinhos. Os carbonatos aragonita, calcita e dolomita apresentam-se supersaturados nas águas do embasamento cristalino, enquanto que a gibsita apresenta índices de saturação positivos nas coberturas regolíticas. A hematita e a goetita apresentam-se em condições de supersaturação tanto nas coberturas quanto no embasamento fissural produzindo incrustações ferruginosas nos poços tubulares quando perfurados nesses dois ambientes hidrogeoquímicos. O manganês é muito freqüente nas águas subterrâneas da região, ocorrendo dissolvido sob a forma de Mn2+ e em condições de subsaturação tanto nas coberturas quanto no aqüífero cristalino fissural, não havendo, portanto possibilidade de se precipitar sob a forma de pirolusita e manganita.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.