Fatores controladores da variação de MgO nos mármores da mina Rio Bonito (PR)

Fabiana Gallina, José Manoel dos Reis Neto, Eduardo Salamuni

Resumo


A mina Rio Bonito da Companhia de Cimentos Itambé é um depósito de mármore calcítico, usado na fabricação de cimento. Na mina existe uma faixa de mármore dolomítico em meio ao calcítico que gera grande quantidade de material estéril. O objetivo do presente estudo é determinar o fator controlador das variações de MgO no depósito de mármore calcítico. Os métodos utilizados foram análises geoquímicas de rocha total pelo método de fluorescência de raios X, análises mineralógicas por meio de difração de raios X, petrografia, análise estrutural e mapeamento cartográfico. O enfoque integrado dos diversos métodos mostrou resultados satisfatórios, que permitiu individualizar as frentes de lavra de mármore dolomítico e identificar os fatores controladores da sua variação. Os mármores calcíticos possuem granulação fina e homogênea, enquanto que os dolomíticos têm granulação média-grossa, heterogênea, composta de matriz e clastos, constituindo material brechado. Os aumentos dos teores de MgO ocorreram por percolação de fluidos em zonas de fraqueza estrutural, resultando em mármores dolomíticos brechados. O contato entre os mármores calcíticos e dolomíticos é abrupto, controlado por fraturas subverticalizadas e oblíquas à foliação principal. Aplicando-se o modelo de Riedel para a área estudada, foi verificado que as direções dos planos de contato entre os mármores calcíticos e dolomíticos são coincidentes com as fraturas de abertura, ou de extensão. Estas zonas de abertura, por onde houve a percolação dos fluidos, estão geneticamente relacionadas com a estrutura regional mais significativa, a falha transcorrente do Cerne

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.