Datação de Sedimentos Pós-Barreiras no Norte do Brasil: implicações paleogeográficas

Sonia H. Tatumi, Luis P. da Silva, Elcio L. Pires, Dilce F. Rossetti, Ana M. Góes, Casimiro S. Munita

Resumo


A Formação Barreiras no nordeste do estado do Pará é recoberta discordantemente por uma variedade de estratos oxidados, de coloração vermelha clara a amarela pálida, cujas idades são apresentadas, pela primeira vez, no presente trabalho. Utilizando-se métodos de datação por luminescência opticamente estimulada (LOE), seguindo-se os protocolos MAR (Multiple Aliquot Regeneration) e SAR (Single Aliquot Regeneration) e, quando possível, 14C, pode-se constatar que a formação desses estratos ocorreu no final do Pleistoceno tardio ao Holoceno, tendo-se registrado idades LOE/MAR entre 430.000 (±60.000) e 3.400 (±400) anos AP. A comparação dos resultados LOE/MAR e LOE/SAR mostrou boa equivalência dos valores nas idades mais jovens, e diferenças significativas para as idades relativamente mais antigas. O fato dos estratos com idades mais antigas mostrarem evidências de deposição sob condições subaquosas levou a concluir que as diferenças obtidas indicam, muito possivelmente, que os grãos analisados não foram zerados com respeito à radiação solar no momento da deposição, refletindo a radiação adquirida em sítios deposicionais anteriores a sua última deposição. Considerando-se as idades obtidas, e integrando-se informações oriundas de publicações anteriores, conclui-se que os Sedimentos Pós-Barreiras registram a margem de um amplo paleovale, cujo registro principal ocorre a oeste da área de estudo, onde estratos correlatos são melhor desenvolvidos

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