Comportamento de elementos químicos em rochas mineralizadas em ouro na Faixa Seridó, Província Borborema

Ivaldo Rodrigues da Trindade, Jaziel Martins Sá, Maria Helena de Freitas Macedo

Resumo


A Faixa de Dobramento Seridó, na porção central do Domínio Rio Grande do Norte no NE do Brasil, Província Borborema, contém alguns depósitos de ouro associados a zonas de cisalhamento. Os depósitos de ouro São Francisco e Ponta da Serra estão associados e hospedados nestas zonas de cisalhamento que cortam micaxistos do Grupo Seridó e ortognaisses do embasamento respectivamente. As zonas de cisalhamentos hospedeiras destes depósitos são canais por onde fluidos hidrotermais circularam e provocaram lixiviação com retirada de elementos das litologias e/ou adicionou elementos químicos contidos nesse fluido. As condições de pressão e temperatura foram respectivamente de 3,5±0,7 kbar e 574o±30oC para as rochas originais e milonitizadas. O estudo petrográfico mostrou que a biotita e o plagioclásio, nos dois depósitos, foram os minerais que tiveram o papel mais importante nas reações químicas. Estas reações mostram a formação de muscovita, cordierita e sillimanita nos micaxistos milonitizados e muscovita e microclinio nos ortognaisses milonitizados. Os estudos de mobilidade de elementos químicos mostraram que durante o evento de deformação/metassomatismo hidrotermal, os elementos Al, Ti e Zr, no geral, permaneceram imóveis. Os elementos mobilizados foram o K e o Rb que aumentaram suas concentrações em todas as faixas de rochas transformadas, enquanto que os elementos Ca, Na e Sr, diminuíram suas concentrações. Os elementos Sm e Nd se comportaram como imóveis no depósito São Francisco, enquanto que no depósito Ponta da Serra, ambos aumentaram suas concentrações. Para a formação de muscovita, além do K liberado pela biotita, também ocorreu a adição desse elemento a partir do fluido hidrotermal. Já a perda de Ca e Na se deveu à incorporação desses elementos na fase fluida

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