Padrões isotópicos Sm-Nd no limite entre os terrenos Alto Pajeú e Alto Moxotó (PB)

Sérgio Wilians de Oliveira Rodrigues, Benjamim Bley de Brito Neves

Resumo


A utilização de padrões isotópicos de Sm-Nd na porção leste da Zona Transversal da Província Borborema (porção nordeste da Plataforma Sul Americana) auxilia na definição das unidades geotectônicas/geológicas devido aos padrões isótopicos distintos existentes nas mesmas. O primeiro padrão isotópico (Grupo I ) é observado em ortognaisses graniticos e rochas supracrustais do Terreno Alto Pajeú (TAP) caracteriza-se por idades T DM entre 1,0 a 2,0 Ga, εNd(0) fortemente negativos (-20) e razões 147Sm/144Nd maiores que 0,12 indicativas de póssivel fracionamento isotópico. O outro padrão isotópico (Grupo II) é observado em ortognaisse variados (em rochas supracrustais do Complexo Sertânia) do Terreno Alto Moxotó (TAM) exibe assinaturas com idades T DM mais antigas com valores entre 3,0 a 2,0 Ga, valores fortementes negativos de εNd(0) com valores entre -20,0 e -35,0 , e valores de 147Sm/144Nd menores do que a do grupo I, concentrados no intervalo de 0,12 e 0,08. Os valores de εNd(t) calculados para o Grupo I (t=950 Ma) varia de -14,0 a 1,28 e para o Grupo II (t=2000 Ma) varia de -11,28 a +1,73. As assinaturas isótopicas descritas também são observadas nos corpos graníticos brasilianos (de idade Ediacariana) da região indicando a participação do Terreno Alto Pajeú e Terreno Alto Moxotó como fonte crustais para os eventos magmáticos da Zona Transversal. Os padrões isótopicos de Nd encontram respaldo em outros métodos geocronológicos, tais como Rb-Sr e U-Pb.

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