Pegadas teromorfóides do Triássico Superior (Formação Santa Maria) do Sul do Brasil

Rafael Costa da Silva, Ismar de Souza Carvalho, Antonio Carlos Sequeira Fernandes, Jorge Ferigolo

Resumo


Pistas de vertebrados do Triássico são abundantes em todo o mundo, mas apenas recentemente foram encontradas na Formação Santa Maria (Triássico Médio a Superior, Sul do Brasil), apesar do rico registro osteológico presente nessa unidade. O material estudado consiste em amostras contendo pegadas e pistas teromorfóides procedentes do afloramento Predebon (porção superior do Membro Alemoa, Formação Santa Maria), situado no Município de São João do Polêsine, Estado do Rio Grande do Sul. Algumas das pegadas encontradas foram atribuídas a Dicynodontipus isp., ao passo que outras foram descritas como Dicynodontipus protherioides isp. nov. Algumas pegadas associadas a estas não puderam ser identificadas, sendo então classificadas como Incertae sedis. As pegadas estudadas não correspondem a subpegadas (undertracks) e foram produzidas em substrato encharcado e muito plástico, tendo ocorrido um breve período de exposição subaérea levando ao endurecimento da superfície antes do seu soterramento. O animal produtor de Dicynodontipus protherioides isp. nov. era quadrúpede, cursorial, com andar alternado e postura semi-ereta, mas tinha pouca flexão lateral da coluna vertebral; os autopódios eram plantígrados a semiplantígrados, sem garras e com almofadas falangeais e plantares. As pistas foram produzidas com andar caminhado e com a cauda tocando o chão. A distância gleno-acetabular do produtor dessas pegadas foi calculada como 2,68 cm. As pegadas estudadas, incluindo Dicynodontipus protherioides isp. nov. e Dicynodontipus isp., podem ser atribuídas a cinodontes de pequeno porte, cujos esqueletos são encontrados nas formações Santa Maria e Caturrita.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.