COMPARTIMENTAÇÃO ESTRATIGRÁFICA DO SUPERGRUPO ESPINHAÇO EM MINAS GERAIS - OS GRUPOS DIAMANTINA E CONSELHEIRO MATA

IVO ANTÔNIO DOSSIN, TÂNIA MARA DOSSIN, MÁRIO LUIZ DE SÁ CARNEIRO CHAVES

Resumo


As seqüências de quartzitos que estruturam a Serra do Espinhaço no centro-norte de Minas Gerais e na Bahia integram o Supergrupo Espinhaço. Na região do Espinhaço Meridional, a unidade é constituída por oito formações que podem ser reunidas em dois grupos distintos, com base na história evolutiva e contexto deposicional da bacia de sedimentação. O Grupo Diamantina, correspondente às três formações basais, ocorre na porção central e leste da Cordilheira, registrando um domínio deposicional com predominância continental, num período de grande instabilidade crustal. Os litotipos mais freqüentes são quartzitos finos e grossos, conglomerados muitas vezes diamantíferos (Formação Sopa-Brumadinho), filhos e rochas metavulcânicas sin-sedimentares relativas a um magmatismo bimodal. O Grupo Conselheiro Mata, constituído pelas formações do topo, é caracteristicamente marinho, assinalando condições gerais de tendências transgressivas em toda a bacia, numa fase de estabilidade tectônica. Litologicamente, a unidade é uma sucessão de quartzitos e filitos em alternância, sem registros de vulcanismo sin-sedimentar. A deposição do Supergrupo ocorreu durante o Proterozóico Médio, numa bacia do tipo rifte intracratônico, cujo eixo principal se estendia em direção submeridiana, ligeiramente a oeste de Diamantina. A deformação impressa à unidade é relativa ao Ciclo Brasiliano. O mecanismo gerador de tensões foi uma colisão continental a leste da Cordilheira, responsável pela orogenia contracional que afetou toda a região e originou o transporte de massas para oeste, em direção ao Cráton São Francisco, num regime de cisalhamento simples progressivo.

Palavras-chave


Estratigrafia; Supergrupo Espinhaço; Grupo Diamantina; Grupo Conselheiro Mata; Minas Gerais.

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