GEOQUÍMICA DE ISÓTOPOS DE OXIGÊNIO DE UM PLUTÃO POTÁSSICO CÁLCIO-ALCALINO COMPOSTO: O BATÓLITO DE ITAPORANGA, ESTADO DA PARAÍBA, NORDESTE DO BRASIL

GORKI MARIANO, ALCIDES NÓBREGA SIAL, NORMAN HERZ

Resumo


O batólito de Itaporanga, composto, porfírítíco, cálcio-alcalino intrudiu o contato dos metassedimentos dos grupos Cachoeirinha-Salgueiro com os gnaisses do embasamento, no oeste da Paraíba, nordeste do Brasil. O elevado grau de interação entre rochas máficas (dioritos potássicos) com rochas félsicas porfiríticas (quartzo monzonito a granito), originando rochas híbridas (monzonito e granodiorito), desenvolveram estruturas migmatíticas (estromátíca e agmática), sugerindo coexistência e mistura de magmas como um processo principal durante a evolução do plutão. Análises de isòtopos de oxigênio foram obtidas a partir de rocha total, e minerais separados para os diferentes tipos litológicos do plutão. Devido à sua resistência ao intemperismo e reduzida troca isotópica, o quartzo foi escolhido para comparar os valores de δ18O destas rochas. Os valores de δ18O de quartzo, em permilSMOW variaram de 10,0 a 11,4 para as rochas félsicas porfiríticas, de 10,6 a 11,2 para as rochas híbridas e 10,7 a 11,6 para as rochas máficas. A variação dos valores de δ18O para todos os tipos litológicos do plutão está em torno de 2 permilSMOW, indicando intensa troca isotópica provavelmente controlada por mistura mecânica e química de "mushes". Duas análises de isòtopos de oxigênio em rochas encaixantes (filito e biotita xisto) coletadas aproximadamente l km a sul do batólito mostraram δ18O em rocha total com 14,9 permilSMOW e 14,7 permilSMOW respectivamente. Comparação entoe estes valores com os valores obtidos para as rochas que constituem o batólito de Itaporanga sugere reduzida assimilação de material crustal. O geotermômetro baseado no par isotópico quartzo-biotita convertido para quartzo-magnetita mostrou temperaturas entre 507°C e 677°C, com a maioria delas entre 507° e 584 C. Essas temperaturas podem não representar a de cristalização nem a de equilíbrio para os minerais estudados, mas possivelmente representam o intervalo de intensas trocas isotópicas em temperaturas subsolidus. Geobarometria, baseada no teor de Al de anfibòlio cálcico (ferroedenita a edenita), sugere que a cristalização do plutão ocorreu a pressão de aproximadamente 5, O kbar ± 1,0 kbar, correspondendo ao intervalo de profundidade de 16 km a 20 km.

Palavras-chave


Isòtopos de oxigênio; Geotermometria; Geobarometria; Estado da Paraíba; Brasil.

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