O OLIVINA LEUCITITO DE PÂNTANO E A NATUREZA DO VULCANISMO DA FORMAÇÃO MATA DA CORDA, MG

JOSÉ CARUSO MORESCO DANNI, ANDRÉ A. SCARTEZINI

Resumo


Neste estudo são descritas as características petrográficas e químicas do olivina leucitito do neck vulcânico de Pântano, e comparadas com outras ocorrências de rochas vulcânicas leucitíticas (e.g. Lagoa Formosa, Sacramento e Amorinópolis). O leucitito de Pântano é formado pela seguinte associação mineral: olivina (Fo 88%), leucita, magnetita com Ti, clinopiroxênio (augita-salita), melilita (akermanita) perovskita, flogopita e apatita. Seus principais minerais deutéricos são: barita, calcita, zeolitas, serpentinas e argilo-minerais. Quimicamente, este magmatismo é de natureza francamente ultrabásica (SiO2 36%-40%), ultrapotássico (K2O>2% e K/Na>10) com teores muito altos em TiO2 (5,0%-6,5%) e em CaO+MgO (28%-30%). Estas feições indicam que o magmatismo é de composição kamafugftica, muito similar ao da região de Toro Ankole (Uganda). As relações temporais e composicionais destas rochas com os lamproítos e kimberlitos que ocorrem na região são assuntos ainda desconhecidos.

Palavras-chave


Petrologia; Química; Vulcanismo leucititíco; Formação Mata da Corda; Brasil.

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