PROCESSOS MINERALIZADORES EM BACIAS TARDI-OROGÊNICAS 1. INFLUÊNCIA DAS ESTRUTURAS RÍGIDAS NA GERAÇÃO DOS DEPÓSITOS DA MINEPAR E DO RIBEIRÃO DA PRATA, GRUPO ITAJAÍ (SC)

JOÃO C. BIONDI, GERNOT SCHICKET, ADONIRAN BUGALHO

Resumo


Veios de quartzo com ouro (MINEPAR) afloram na borda norte da bacia do Grupo Itajaí, na região de Gaspar. Na borda sul, na região do Ribeirão da Prata, há um depósito de Pb-Zn-Cu. Ambos mostram um relacionamento direto com estruturas rígidas que afetam rochas do Grupo Itajaí. A análise estrutural das fraturas do embasamento granulítico e da cobertura sedimentar detrítica, onde afloram 44 veios de quartzo com Au, indica que o minério foi gerado em diferentes fases da orogênese que deformou o Grupo Itajaí. Na primeira fase, uma compressão dirigida de SE para NW reativou antigas falhas do embasamento da região de Gaspar. Esta compressão gerou um sistema transpressional no qual se formaram os veios de quartzo do embasamento (veios do Schramm e da Subida, com alto teor de Au, pouca Ag e pouco Bi). Na parte sul da bacia, a primeira deformação, transpressional, reativou a falha do Perimbó gerando movimentos reversos ao menos na área do Ribeirão da Prata. O corpo mineralizado com Pb-Zn-Cu foi fatiado por falhas secundárias de baixo ângulo e os seus limites foram modificados pela falha principal, mostrando que o minério é mais antigo que a reativação. Os riolitos aflorantes na região do Ribeirão da Prata não foram afetados pelas deformações mencionadas. Seriam, portanto, posteriores a mineralização de Pb-Zn-Cu. Resta analisar a possibilidade da existência de uma relação genética entre os granitos da região e essas mineralizações.


Palavras-chave


Depósito mineral; Controle estrutural; Grupo Itajaí.

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