MORFOLOGIA DOS MINERAIS DE OURO E ARSENOPIRITA NO DEPÓSITO MARIA LÁZARA (GUARINOS, GOIÁS) E SUAS IMPLICAÇÕES NOS MECANISMOS DE DEPOSIÇÃO

GÊNOVA M. PULZ

Resumo


A morfologia dos grãos de ouro e de arsenopirita que ocorrem nos veios e no halo de alteração hidrotermal do depósito Maria Lázara (Goiás) foi estudada sob microscópio óptico com luz refletida e com microscópio eletrônico de varredura (MEV). A arsenopirita revelou feições de deformação, de recuperação e texturas de corrosão (microcavidades de dissolução), as quais indicam a percolação de fluidos tardios. As espécies auríferas analisadas mostraram uma ampla variedade de formas que fornecem evidências dos mecanismos de sua precipitação após a intensa sulfetação do metabasalto. As relações texturais e químicas da associação ouro-arsenopirita demonstram que a deposição do ouro, tanto nos veios como no halo hidrotermal, independe dos processos de deformação e recristalização metamórfica da arsenopirita ou da matriz hidrotermalizada. A precipitação do ouro livre diretamente do fluido hidrotermal após a deposição da arsenopirita pode estar relacionada com: 1. a oxidação do fluido hidrotermal e, 2. reações eletro-químicas promovidas pela elevada condutividade elétrica dos sulfetos preexistentes. Marcas na superfície dos minerais auríferos do estágio tardio de deposição sugerem mudanças pós-deposicionais nas condições físicoquímicas do fluido hidrotermal. Essas mudanças durante a evolução do sistema hidrotermal no depósito Maria Lázara favoreceram processos de remobilização dos minerais auríferos, contribuindo para a distribuição errática dos teores de ouro no nível mineralizado.


Palavras-chave


Minerais auríferos; Arsenopirita; Morfologia; Sistema hidrotermal; Mecanismos de deposição; Reações eletroquímicas.

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