LITOESTRATIGRAFIA DE REFLECTÂNCIA ESPECTRAL DE ROCHAS TERRÍGENAS DA BACIA DO PARNAÍBA, BRASIL: RELACIONAMENTOS COM A COMPOSIÇÂO QUÍMICA.

LÊNIO S. GALVÂO, ICARO VITORELLO

Resumo


As associações funcionais de espectros de reflectância com constituintes de rochas sedimentares foram analisadas para sete unidades estratigráficas da Bacia Paleozóica do Parnaíba, no nordeste do Brasil. Foram selecionadas vinte e seis amostras de testemunhos, para análises químicas, de lamina delgada e de difração de raios X. Fatores de Reflectância Bidirecional (BRF) foram obtidos em laboratório com direções de visada e iluminação próximos ao nadir, na faixa do visível e infravermelho refletido (400-2.500 nm). A dependência da BRF em relação a composição química foi avaliada para os seguintes constituintes: SiO2, A12O3, ferro total (expresso como Fe2O3), K2O, MnO, CaO, MgO, Na2O, P2O5 e TiO2. Adicionalmente, foram considerados o tamanho médio dos grãos dos arenitos, o conteúdo de carbono orgânico total (TOC) e as razoes SiO2/Al2O3, SiO2/Fe2O3 e Fe2O3/Al2O3. As melhores correlações negativas com a reflectância foram obtidas para A12O3, Fe2O3, matéria orgânica e razão Fe2O3/Al2O3. As melhores correlações positivas foram obtidas para SiO2, razoes SiO2/Fe2O3 e SiO2/Al2O3. Muito embora componentes importantes como SiO2, A12O3 e K2O não produzam absorções na faixa 400-2.500 nm, como produzem, por exemplo, os íons de ferro e carbono, o escrutínio dos gráficos revelou o papel destas variáveis interdependentes no processo de espalhamento e absorção. Um aumento de SiO2 e freqüentemente associado a maiores reflectâncias, enquanto o reverso é verdadeiro para A12O3 e K2O. Este estudo indica a necessidade de modelagens empíricas para a melhor compreensão do processo de transferência de radiação.

Palavras-chave


Reflectância espectral; Rochas sedimentares; Composição química.

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