SUCESSÃO DE FÁCIES NA CAMADA PORANGABA, GRUPO PASSA DOIS, ESTADO DE SÃO PAULO

SÉRGIO LUÍS FABRIS DE MATOS, ARMANDO MÁRCIO COIMBRA

Resumo


Mais que um simples contato entre unidades litoestratigráficas, a superfície que separa os Grupos Passa Dois (Permiano) e São Bento (Mesozóico) marca também um importante limite de sequências no registro da Bacia do Paraná, quando a antiga sequência marinha foi recoberta pela sequência continental. A sedimentação foi predominantemente marinha durante todo o Permiano e parte do Triássico, sendo então sucedida pela sedimentação mesozóica continental eólica após a regressão marinha. Neste contexto, a Camada Porangaba, no topo do Grupo Passa Dois, contém os registros finais do então agonizante mar epicontinental permo-eotriássico. A camada é constituída por pelitos, brechas, calcilutitos e arenitos e foi depositada nas planícies de maré que bordejavam o mar epicontinental. O sítio de deposição era muito próximo da área onde já estavam sendo construídas as dunas costeiras da Formação Pirambóia. O padrão de empilhamento das litofácies da Camada Porangaba mostrou-se constante, repetindo-se tanto em afloramentos como nos 14 poços executados pela PETROBRÁS. Esta constância de suas características permitiu a definição de uma Sucessão Ω, constituída da base para o topo por litofácies depositadas em sítios progressivamente menos influenciados pelo mar, em um processo de regressão marinha. Este estudo das litofácies permitiu comprovar que existe melhor correlação entre as rochas da Camada Porangaba e as rochas das unidades sotopostas, formações Corumbataí, Teresina e Rio do Rasto, do que com os arenitos da Formação Pirambóia sobrepostos.

Palavras-chave


Bacia do Paraná; Estratigrafia; Litofácies; Paleoambientes; Paleogeografïa; Contato; Superfície; Regressão.

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