STUDIES OF BRAZILIAN METEORITES V. EVIDENCE FOR SHOCK METAMORPHISM IN THE PARANAÍBA, MATO GROSSO, CHONDRITE

K. KEIL, B. KIRCHNER, C. B. GOMES, J. NELEN

Resumo


Dados de química mineral (composição da olivina, Fa23.7 ; do ortopirôxênio, Fs20.7 ; e da cromita) e de química global (razões Feo/Nio = 5,05, Fetotal/SiO2 = 0,52 e Feo/Fetotal = 0,31, além das concentrações de Fetotal = 20,86% e de níquel-ferro = 7,92%) são indicativos de que o meteorito Paranaíba pertence ao grupo L dos condritos. Por outro lado, evidências químicas (composição uniforme e homogênea dos minerais ferromagnesianos) e texturais (ausência quase que completa de côndrulos e alto grau de recristalização da matriz) sugerem que o meteorito pode ser incluído na classde petrológica L6. Veios e áreas escuras formaram-se como resultado de intenso metamorfismo de choque (>430 quilobárias, 1 500-1 700ºC), com os fragmentos de coloração mais clara, em geral de forma angular a subangular, ou mesmo arredondada, representando as porções menos alteradas do material original (-200 quilobárias, <900ºC). As partes claras contêm maskelynita e, no interior dos veios escuros, olivina e piroxênio transformaram-se em material isótropo a fracamente anisótropo, sem que tivesse ocorrido modificação significativa na composição química. Mesmo em pequena escala, os gradientes de pressão parecem ter sido elevados. A alta temperatura atingida no processo parece ter sido.o fator responsável pela ausência, no meteorito, de ringwoodita, uma olivina isótropa.


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