Arquitetura deposicional investigada por Radar de Penetração no Solo: Formações São Sebastião e Marizal das Sub-bacias do Tucano Sul e Central, Cretáceo (Nordeste do Brasil)

Larissa Natsumi Tamura, Renato Paes de Almeida, Fabio Taioli, André Marconato, Liliane Janikian

Resumo


Um fator-chave para o avanço no estudo de depósitos fluviais é a aplicação de métodos geofísicos, e o Radar de Penetração no Solo é um método de especial valor. Embora amplamente aplicado em ambientes de rios ativos, em ambientes fluviais consolidados esse tipo de estudo é mais escasso, em contrapartida há uma grande importância em mais estudos de modelos análogos de hidrocarboneto. Por essa motivação, o presente trabalho aplicou o Radar de Penetração no Solo em afloramentos já estudados estratigraficamente nas Formações São Sebastião e Marizal e comparou ambos os resultados, além de definir se a resolução, a penetração e a frequência da antena foram adequadas na área de estudo. Por meio dos resultados, é possível identificar oito radar fácies diferentes, dos quais seis estão relacionadas a ambientes fluviais, uma a ambiente eólico, e a última a ambiente costeiro. Observou-se que houve compatibilidade entre os refletores encontrados nas seções Radar de Penetração no Solo e as estruturas sedimentares observadas em afloramento, como conjuntos de estratos cruzados preenchidos por estruturas planares ou acanaladas. Nota-se que a resolução do método foi muito eficiente e identificou estruturas decimétricas de até 0,3 m com uma antena de 100 MHz, porém com menor penetração de sinal em comparação com trabalhos de rios ativos. Dessa forma, o Radar de Penetração no Solo mostrou-se de grande potencial para estudos futuros sobre a arquitetura deposicional das unidades investigadas.

Palavras-chave


Radar fácies; Radar de penetração no solo; Sistema fluvial; Formação São Sebastião; Formação Marizal.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/2317-4889201620150031

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