Alojamento do granito Lavras e a mineralização aurífera durante evolução de centro vulcano‑plutônico pós‑colisional, oeste do Escudo Sul‑riograndense: dados geofísicos e estruturais

Maria do Carmo Gastal Gastal, Francisco José Fonseca Ferreira, Jefferson Ulisses da Cunha, Camila Esmeris Esmeris, Edinei Koester, Maria Irene Bartolomeu Raposo, Marcos de Magalhães May Rossetti

Resumo


A construção do granito Lavras é analisada mediante integração de dados geológicos, geofísicos e estruturais originais e compilados, em consonância com a evolução do centro vulcano‑plutônico. Esse centro engloba o complexo intrusivo Lavras do Sul e a sequência traquiandesítica da Formação Hilário (604 – 590 Ma), ambos formados em posição de antepaís durante o período pós‑colisional da Orogênese Dom Feliciano, no oeste do Escudo Sul‑riograndense. A análise de estruturas rúpteis e lineamentos magnéticos indica que o vulcanismo teve início próximo ao colapso dessa orogenia, condicionado por sistemas transtensivos dextrais NW‑SE a WNW‑ESE que invertem para sinistrais com o relaxamento tectônico. A formação do complexo intrusivo, principiando com a intrusão subvulcânica do monzonito Tapera no norte, acompanhou a inversão no regime de stress regional ao longo de zona de falha N70‑75°W que o seciona. Ao final, ocorreu o posicionamento do granito Lavras no sul, o qual possui dimensões modestas (325 km³) e forma tabular (comprimento – L: espessura – E ≈ 3:1) afinando para sul, como deduzido dos dados gravimétricos. Dois domínios composicional‑estruturais, equivalentes aos granitos magnesianos centrais (granodiorito e monzogranito) e os ferrosos da borda (sienogranito e feldspato alcalino granito), são definidos pela trama ASM (anisotropia de suscetibilidade magnética). Tais dados, aliados aos de estruturas rúpteis, apontam um pluton multicíclico construído em dois eventos de ressurgência, envolvendo: (1) o lacólito central decorrente do alojamento do granodiorito sob a soleira de monzogranito; e (2) as intrusões anulares de granitos ferrosos, induzidas pela expansão do reservatório epizonal em razão da recarga com magmas máfico‑ultramáficos lamprofíricos. O controle estrutural,a distribuição espacial e a associação com diques lamprofíricos corroboram o vínculo da mineralização aurífera com o último episódio de ressurgência em um centro vulcano‑plutônico maduro.

Palavras-chave


Pluton ressurgente; Estruturas rúpteis; Tectônica transtensiva; Lamprófiro; Dados magnéticos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/23174889201500020004

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