A significação do corredor tectônico Transbrasiliano-Kandi para a amalgamação do Gondwana Ocidental

Umberto Giuseppe Cordani, Marcio Martins Pimentel, Carlos Eduardo Ganade de Araújo, Reinhardt Adolfo Fuck

Resumo


O supercontinente Gondwana Ocidental completou-se no final do Pré-Cambriano, quando os crátons Amazônico, São Francisco-Congo, Kalahari e Rio de La Plata, o metacraton do Sahara e os fragmentos cratônicos do Paranapanema, Parnaíba e Luiz Alves foram amalgamados pelos eventos da Orogenia -Brasiliana-Pan-Africana, processo geotectônico ativo entre o Neoproterozoico e o início do Paleozoico, relacionado com o fechamento de um grande domínio oceânico, o Oceano Goiás-Farusiano. Neste processo, diversos complexos acrecionários e possíveis microcontinentes foram aprisionados nos cinturões móveis brasilianos-pan-africanos e foram acomodados no interior do corredor tectônico Transbrasiliano-Kandi. O supercontinente já estava formado em ca. 600 Ma, em vista da existência de vasto mar epicontinental ediacariano entre o centro-oeste brasileiro e o sul do Uruguai ao longo das margens dos crátons Amazônico e Rio de La Plata, comprovando sua conexão e tornando insustentável a ideia de uma sutura colisional fechando um suposto Oceano -Clymene. No Cambriano, ocorreu uma reorganização das placas tectônicas maiores, responsável pelo início da subducção da litosfera oceânica ao longo do Oceano Pacífico aberto. O orógeno Pampeano resultante é correlativo com os cinturões análogos Saldania, Ross e Tasmaniano ao longo da margem meridional de Gondwana. Ao mesmo tempo, episódios tectônicos do tipo extensional estavam ocorrendo, repetidamente, ao longo do corredor tectônico Transbrasiliano-Kandi.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z2317-48892013000300012

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